Sou um entusiasta da corrida de longa distância. Treino e participo para algumas provas da Meia-maratona (21 Km). Mas no passado domingo, dia 18 de Abril, numa manhã de chuva, com momentos de intensa queda de água, participei na Corrida do Metropolitano de Lisboa (15 Km).
Há quem diga que é um disparate sair de casa num dia de temporal para correr ao frio e à chuva. Não penso assim. E os milhares de corredores que participaram, também não. Sairam do Campo Grande e chegaram ao Rossio, passando pela Av. do Brasil, Rotunda do Relógio, Areeiro, Av. Almirante Réis, Martim Moniz, Santa Apolónia, Terreiro do Paço e Rossio.
Demorei 1h28; muitos chegaram primeiro, muitos outros chegaram depois de mim. Não corro para os primeiros lugares, corro para chegar ao fim da prova, não para superar os adversários mas para me superar a mim. Depois de cortar a meta os músculos estão numa lástima, mas eu sinto-me purificado, física e espiritualmente. Nada como uma corrida de longa distância para nos manter vivos e despertos.
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